Nesta terça-feira estivemos no 7º Fórum LIDE da Saúde e Bem-Estar realizado em São Paulo, onde temas como Gestão da Saúde e Prevenção vs Qualidade de Vida foram trazidos pelos palestrantes. Ponto em comum na fala de todos, a importância da prevenção em saúde foi sem dúvida a mensagem chave do evento, seja ela na esfera pública ou privada: “Sua saúde está nos seus pés”.

Wilson Pollara, Secretário da Saúde de São Paulo nos trouxe a reflexão que temos quase 30 milhões de idosos hoje no país e, com essa crescente da expectativa de vida, como os jovens de hoje irão envelhecer daqui 30 anos? Estamos proporcionalmente saudáveis?

O Ministro da Saúde Golberto Occhi nos trouxe dados que sustentam ainda mais essa relevância, “…para cada USD 1 investido em água e saneamento, são economizados USD 4,3 em custos com saúde no mundo”. Com esse cenário, a informação e a educação são pilares essenciais e andam de mãos dadas no papel preventivo.

Dr. Roberto Kalil Filho mostrou que 60% de mortes prematuras poderiam ser evitadas se a prevenção fosse mais praticada e que, apesar de todo o avanço da medicina, as doenças cardiovasculares (DCV) ainda são a principal causa de morte no mundo e esses índices devem aumentar até 2030. Com 19% de brasileiros obesos e 54% com sobrepeso, estimular a atividade física e alimentar-se de forma equilibrada ainda formam a melhor dupla contra essas doenças.

Trazendo a digitalização para essa realidade, Daniel Annenberg, Secretário de Inovação e Tecnologia de São Paulo, apresentou os projetos do HUB de Inovação, correlacionando a modernização com a qualidade de vida do cidadão, como o aplicativo Saúde Conectada, que contará com prontuário eletrônico dos pacientes atendidos pelo SUS, agilizando processos e reduzindo custos. Já Edgar Morya, do Instituto Internacional de Neurociência, usa a digitalização para programas de neuro reabilitação através de wearable devices.

Para finalizar o evento, Margaret Wilson, do United Healthcare Global, demonstrou o conceito de value para comprovar que ser saudável vai além do bem-estar, e sim gira em torno de um estilo de vida. Ainda, reforçou que os sistemas de saúde deveriam focar em qualidade, sustentabilidade e acessibilidade para atingirem suas metas, sem deixar de considerar a regionalização da saúde, enfatizando: ‘Think global, act local.