A agricultura orgânica pode ser definida como a produção de gêneros agrícolas livres da utilização de fertilizantes sintéticos solúveis, agrotóxicos e transgênicos. Considerando estes fatores, a dimensão territorial do Brasil, com os mais variados tipos de solo e clima aliada à biodiversidade promove um cenário favorável de maior potencial para o crescimento da produção orgânica.

No entanto, de acordo com a nutricionista Ana Fanelli, da Casa Santa Luzia, os orgânicos representam ainda 0,4% do total de produtos agrícolas cultivados no Brasil, com uma a receita de cerca de R$ 2 bilhões em 2014.  Ainda que muito insipiente, as vendas estão em ritmo constante e ascendente.

Segundo especialistas, o desenvolvimento da agricultura orgânica no Brasil vai muito além da isenção de químicos, já que o processo produtivo prevê também o uso responsável do solo, da água, do ar, dos demais recursos naturais e ainda da mão de obra envolvida (o que ganha bastante destaque no desempenho de pequenos produtores). Devem ser respeitadas normas ambientais, sociais, culturais e econômicas.

Conforme definição do professor e pesquisador Carlos Armênio Khatounian da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” em Piracicaba/SP, o consumo de orgânicos já não é mais considerado um “nicho de mercado” ou um modismo. “Cada vez mais consumidores vão aderir aos orgânicos”, afirma o pesquisador.

 

FONTE: VALOR ECONÔMICO