Com aproximadamente 60% da população adulta acima do peso, o governo da Bolívia aprovou recentemente uma lei que estabelece diretrizes e mecanismos de regulação sob a indústria de alimentos. Este movimento já foi observado em outros mercados da América Latina como o Equador e México.

A restrição aplica-se a publicidade de produtos industrializados, vetando, inclusive, a utilização de imagens de elementos naturais e informações que podem induzir ao erro sobre os benefícios nutricionais dos produtos anunciados.

Dentre as medidas aprovadas, destaca-se a adoção do semáforo nutricional (traffic light) que estipula aos fabricantes de alimentos processados e de bebidas não alcoólicas informar no rótulo o teor de gordura saturada, açúcar adicionado e sódio de acordo com as cores do semáforo: vermelho (alta), amarelo (média) e verde (baixa). Esta medida já foi discutida anteriormente no mercado brasileiro, a adoção do Semáforo Nutricional sofreu intervenções da Associação Brasileira das Indústrias de Alimentos (ABIA) sob a perspectiva de que um alimento isolado não é fator único no risco de doenças e sim, a avaliação da dieta num contexto mais amplo. A partir desta ideia, um acordo entre as principais indústrias de alimentos promoveu a inclusão do Guia Nutricional (GDA) no Brasil desde 2009.

Esse movimento dos países latinos traz a tona novamente a discussão no Brasil, são muitos os questionamentos sobre as regras de sua aplicação e efetividade na nossa realidade. Fato é que a indústria de alimentos deve se preparar para grandes desafios num futuro bem próximo.

FONTE: IDEC