Um estudo da Universidade de Deakin na Austrália conduzido com 48 participantes que consumiram quatro variações da mesma refeição (um com baixo teor de gordura e baixo em sal, baixa gordura e alto sal, alta gordura e baixo sódio e finamente, alta gordura e alto sódio) verificou que a adição de sal tem forte influência sobre o valor calórico da refeição. Os participantes poderiam parar de consumir quando estivessem satisfeitos para avaliação em relação à quantidade consumida, prazer, fome e saciedade.

A pesquisa conduzida pelo Dr Russel Keast descobriu que a adição de sal está relacionada ao consumo de refeições até 11% mais calóricas quando comparada a grupos que não adicionam sal à refeição. O estudo defende a ideia de que a adição de sal promove um aumento da sensação de prazer na refeição associada ao sabor e estimulam, de forma inconsciente, o consumo de maiores quantidades de alimentos, principalmente de gorduras.

Ainda segundo o Dr Keast, esta associação de alimentos com adição de sal e o maior consumo de gorduras pode oferecer um risco ao consumidor ao longo prazo que pode resultar em um ganho de peso despercebido. Atentar-se à produtos com baixo teor de sódio é uma das alterativas para desvencilhar-se desta armadilha fisiológica. Atualmente no Brasil, o acordo de redução de sódio promovido pelo Ministério da Saúde em parceria com as principais indústrias de alimentos tem contribuído de forma positiva para entregar melhores produtos.

 

FONTE: FOOD NAVIGATOR