Toda tecnologia nasce com um propósito e visa a resolução de um problema, não necessariamente negativo. Na indústria de alimentos, a tecnologia pode ser utilizada como aliança entre produção, distribuição e venda de alimentos e soluções tecnológicas para tornar esses processos mais ágeis, eficientes e atraentes para o consumidor.

No campo, a utilização de vacinas, pesticidas ou outros produtos que se aproveitam da nanotecnologia, a personalização no cultivo de alimentos em uma horta comunitária no qual o consumidor escolhe o que será plantado e acompanha todo o processo pelo aplicativo como o Garde Manger ou até mesmo a criação de fazendas urbanas (que já são fora do campo), como no caso da Pink Farms, são estratégias tecnológicas adotadas e comunicar estes diferenciais atrai a atenção do consumidor!

Durante o processamento há muito a ser explorado! Seja por:

  • pasteurização, processo antigo e conhecido, mas que permite inovações até os dias atuais, como a Betânia Lácteos que lançou recentemente seu iogurte duplamente pasteurizado e que dispensa refrigeração Yogi & Leve;
  • envase asséptico a frio que também permite que empresas como a Natural One envasem um produto natural e sem conservantes de maneira segura;
  • liofilização, a metodologia que ficou conhecida como “comida de astronauta” e muito presente especialmente no mercado de snacks saudáveis;
  • ou pela surpreendente nanotecnologia, que levou a start up brasileira Yosen a ganhar o prêmio Start Up Innovation Challenge com o ingrediente inovador NutraSolve, que substitui as cápsulas e comprimidos, utilizados em suplementação, por algumas gotas de produto.

Além destes processos, existem diversos outros, especialmente no mercado de alimentos saudáveis e sustentáveis, como a empresa canadense Finless Food que utiliza a tecnologia celular, em que células-tronco dos animais são cultivadas e incubadas, dando origem a tecidos que podem ser aplicados na produção de filézinhos de atum, por exemplo.

Uma vez que o produto já está pronto, ter uma embalagem adequada é de extrema importância. Há algum tempo, as embalagens já deixaram de ter a única finalidade de proteger os alimentos, sendo necessário atrair e criar vínculos com os consumidores, seja pela utilização de um material mais sustentável, pela praticidade de permitir que o produto seja consumido on-the-go ou pelo design diferenciado, atraente e instagramável.

Embalagens transparentes, com atmosfera modificada, que auxiliam na conservação do produto e permitem que o consumidor veja o conteúdo interno são ótimas alternativas. A nanotecnologia vem sendo muito utilizada também no âmbito das embalagens, com dispositivos como adesivos que conservam melhor os produtos ou que alteram a cor conforme o alimento vai amadurecendo.

Usar da tecnologia para proporcionar ao seu consumidor mais comodidade e novas experiências no ato da compra também é possível: os Sucos Aurora, por exemplo lançaram sucos com realidade aumentada nos rótulos, levando o consumidor a um conteúdo virtual, mostrando os benefícios da uva, visita virtual às instalações da empresa, receitas, jogos interativos no “mundo mágico do suco de uva”, dicas de reciclagem e todos os canais de contato com a marca.

Para finalizar, deixamos aqui 3 Cs que podem te ajudar no sucesso da utilização das tecnologias:

  1. Contexto: é muito importante que o seu consumidor esteja num contexto adequado para a utilização da sua tecnologia, para que tenha acesso à experiência que deseja proporcionar a ele;
  2. Comunicação: seu consumidor precisa saber que a sua tecnologia existe! Comunique de maneira clara e direta o seu diferencial;
  3. Conteúdo: agora que o seu consumidor já sabe do seu diferencial e conseguiu utilizar a sua tecnologia, ofereça um conteúdo atrativo para melhor engajamento do seu público!