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10 setCOMO INOVAR QUANDO SE QUER MAIS SAÚDE E NUTRIÇÃO?


Desenvolver produtos de sucesso, quando apenas 2 em cada 10 lançamentos de alimentos performam, sempre foi um desafio. Agora é ainda maior. Estamos em um período no qual o consumidor mudou suas prioridades e novos assuntos como segurança, saúde e imunidade ganham destaque. Portanto, a agenda e a pesquisa da inovação precisa ser refeita. 

O nosso convite é  pensar em novos processos da gestão de inovação, associando, aos clássicos dados de pesquisa, uma observação do novo ser humano pós pandemia, em seu momento de consumo, de comunicação por meio “social listening”(o que o consumidor fala na internet) e das suas decisões de compra. Isso tudo de forma ágil e colaborativa, com pipelines de menor prazo, pois em um mundo em rápida transformação, não faz mais sentido pensar daqui a  5 anos.  

Ao considerar saúde e  nutrição, o expertise técnico é fundamental, porém deve estar associado à essa nova mentalidade de inovar. E por isso listamos 3 etapas que utilizamos na Equilibrium: 

1º ETAPA:  Refere-se à fase exploratória, tanto das pessoas (consumidor, influenciador), quanto da ciência dos ingredientes e do mercado. Vamos ver cada um deles: 

Consumidores: Ir à campo é um terreno fértil para entender os porquês do consumo, sentimentos e pensamentos relacionados à determinadas categorias. E mais: ter insights sobre formas de uso, embalagens, modelos de negócio, parcerias e etc. 

Especialistas: a forma que os nutricionistas e médicos recomendam alguns alimentos e suplementos, o que eles falam nas suas redes, como explicam para o paciente  e o que motiva sua recomendação/prescrição são dados ricos para a inovação. 

Ciência & Ingredientes: cultivar um olhar para aquilo o que tem sido fomentado na ciência e será promissor nos próximos anos, pode agregar um diferencial competitivo. Isso pode ser realizado por meio de estudos científicos ou um diálogo facilitado com os cientistas, em cada território desejado. Foi assim com a vitamina D para a indústria de suplementos e está sendo com as novas possibilidades para a imunidade, sono e saúde digestiva. E é a partir desta base científica que se conhece conceitos como o Whole food Innovation, do cientista Giorgy Screens, ancorado na naturalidade – a verdadeira revolução atual da nutrição   – e não apenas na inovação incremental de menos açúcar, sal e adição de vitaminas. 

Mercado: levantar cases de sucesso nacionais e internacionais, dados da representatividade da categoria e dos líderes de mercado é sempre inspirador. Entretanto, ampliar a visão além dos números, estudar o posicionamento, questionar o quanto isso se adaptaria ao consumo local, regional,  e portanto  não cometer o erro de se limitar a “copiar e colar” um benchmark.

Garantir o bom desenvolvimento dessa etapa é crucial para evitar que a  INOVAÇÃO aconteça de forma míope, baseada em problemas utópicos e soluções desnecessárias. E sim uma INOVAÇÃO útil, prática, viável e desejável. E portanto, de sucesso. 

 

2ª ETAPA: Momento para Ideação 

Os dados acima viram subsídios para as ideias que tomam corpo a partir de um trabalho colaborativo e, de preferência, que envolve diferentes perfis de pessoas da empresa, de diferentes áreas, incluindo nutricionistas, claro, todos sem hierarquia. Ao formar essas equipes multifuncionais, um fluxo de trabalho pode ser iniciado no formato de um workshop, com dinâmicas que estimulam o processo criativo, mediado por um facilitador envolvido desde o início. Entretanto, para fortalecer a cultura inovadora é ideal que isso não morra em um único evento, e estas equipes tenham uma agenda rotineira para estes encontros e acompanhamento do processo de inovação. 

3ª ETAPA: É a hora da Prototipação e Teste

A etapa final envolve o conceito, ou protótipo, do produto com foco em nutrição, que inclui a seleção dos ingredientes, formatos, embalagens, possíveis claims, com respectivas justificativas, o modelo de negócio, parcerias, rotas de comunicação, etc. 

A partir daí, é hora de testar o produto no mercado com os “early adopters” – nutricionistas e consumidores alfa. 

Todo este processo de gestão da inovação, considerando nutrição e saúde, deve levar em conta o ciclo CMA (construir, medir e aprender) para identificar se o produto está apto para ir ao mercado, usando os feedbacks destes consumidores e influenciadores para aprimorar o produto.

A essência da inovação é transformar rapidamente as ideias em soluções úteis e viáveis.  Mas se você está em um time ou empresa tradicional, ainda sem cultura de inovação, dar pequenos passos, um um processo de mudança gradativo pode ter mais chances de sucesso contínuo do que uma abordagem radical em que as decisões podem ser precipitadas. E não se esqueça que o melhor jeito de inovar é fazendo e testando, não complicando os processos e as etapas. É hora de simplificar, vamos?


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