Os pesquisadores da escola de engenharia de alimentos da UNICAMP (Universidade Estadual de Campinas) estudaram o perfil de ácidos graxos e outros parâmetros de seis diferentes nozes e sementes da Amazônia: Castanha-do-Brasil, Murumuru, Tucumã, Bacuri, Pracaxi e Patauá.

A pesquisa mostrou que os óleos e as gorduras amazônicas estudadas podem ser adequadas para o desenvolvimento de novos produtos gordurosos na indústria de alimentos. Os pesquisadores identificaram que a semente de tucumã, o murumuru e o bacuri são ricos em gordura saturada, enquanto o patauá, pracaxi e castanha-do-Brasil possuem altos níveis de gorduras mono e poli-insaturadas. Eles ressaltam ainda, que a gordura do tucumã possui uma composição de ácidos graxos muito semelhante à do óleo de coco, e que a gordura do bacuri é comparável às gorduras necessárias para os encurtamentos analógicos lácteos, podendo substituir assim os óleos parcialmente hidrogenados, conhecidos pelo seu elevado teor de gordura trans.

O óleo de castanha também ganhou destaque, pois apresentou elevado teor de ácido linoleico, superior a outras sementes como amêndoas e macadâmia. Já o bacuri, possui alto teor de ácido palmitoleico, um ácido graxo benéfico e que melhora a resistência à insulina. Os pesquisadores sugerem que os óleos da Amazônia podem ser misturados com outras gorduras para o desenvolvimento de produtos gordurosas na indústria, pois apresentam não apenas vantagens tecnológicas, mas também algumas vantagens nutricionais. São os benefícios da natureza no nosso quintal.

Fonte: Foodnavigator