Com a quantidade infinita de dados gerados todos os dias, seja por meio de cookies na internet ou pesquisas e estudos realizados em laboratório, saber utilizá-los é tão ou mais importante quanto obtê-los. E quando se une as duas ações, o resultado é promissor, como mostra duas referências em seus respectivos setores, Natura e Google, que se uniram para testar novos princípios ativos e cosméticos na nuvem, tornando o processo de inovação mais veloz, com economia de tempo e dinheiro.

Antes da “digitalização”, a Natura testava o potencial de uma planta para um benefício específico, como hidratação do cabelo, por exemplo. Em seguida, a mesma planta era testada para identificar outro benefício, como aumentar o brilho do cabelo. Com anos de pesquisas acumuladas e bases de dados públicos de universidades pelo mundo, a empresa acumulou conhecimentos sobre como diferentes moléculas reagem umas com as outras e com pele ou cabelo humanos. Por isso, para testar uma nova planta, basta fazer uma análise química do ingrediente e comparar a estrutura com plantas já catalogadas.

Por fim, após os testes na nuvem (Google Cloud), duas ou três variedades do produto final são testadas na pele 3D e por seus consumidores. Antes, eram 10 variedades. A parceria entre as duas empresas já acontece há mais de um ano e 60% dos novos produtos da Natura já foram desenvolvidos utilizando a computação em nuvem e tornou o seu processo 30% mais veloz.

Fonte: Exame