Com a crise econômica brasileira a exportação, além de uma estratégia comercial, se tornou uma alternativa rentável para manter a receita das empresas, o que ocorreu neste primeiro trimestre com pequenas e médias empresas que fabricam produtos de higiene, perfumaria e cosméticos. A exportação desses produtos registrou alta de 0,7% no primeiro trimestre deste ano quando comparado a 2016, conforme dados divulgados pela ABIHPEC (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos).

Segundo Ricardo de Nóbrega, gerente de comércio exterior da ABIHPEC, ainda há alguns entraves à exportação como logística, tarifas e taxas, porém já há uma movimentação do governo federal para melhorar este cenário, como o lançamento em março do Módulo de Exportação do Portal Único de Comércio Exterior, que irá reduzir procedimento e o tempo na liberação das cargas e consequentemente, os custos.

Outros desafios como: aspecto regulatório para se adequar às exigências de cada país, concorrência e imagem do Brasil por conta dos escândalos políticos relacionados à corrupção ainda devem ser enfrentados pelas pequenas e médias empresas; em contrapartida, a brasilidade dos produtos, seja com a formulação ou os procedimentos utilizados para aplica-los, é uma importante aliada para consolidação no mercado externo, já que os salões de cabeleireiro são a principal porta de entrada para os cosméticos brasileiros.

Fonte: Diário Comércio Indústria e Serviços (DCI)